Somando Valores, Desenvolvendo Talentos

Archive for Janeiro, 2011

Falta de treinamento técnico vai aprofundar a crise de talentos

 Até 2020, a escassez de talentos deverá atingir todos os níveis profissionais nas indústrias em quase todo o mundo. Em economias como a brasileira, que possuem mão de obra abundante mas sofrem com a pouca qualificação e a falta de treinamento, a situação tende a se agravar já nos próximos anos. Empresas da área de mineração e construção devem ser as mais prejudicadas.

Essa é uma das conclusões do estudo Global Talent Risk, que será apresentado no Fórum Econômico Mundial de Davos, que acontece entre 26 e 30 de janeiro, na Suíça. A pesquisa, elaborada em parceria com o The Boston Consulting Group (BCG), projeta a escassez de talentos em 25 países, levando em conta os principais setores industriais e os níveis de qualificação dos profissionais. Foram avaliados mercados desenvolvidos como Japão, EUA e Alemanha; países recentemente industrializados, como Turquia e África do Sul; membros do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China); além de economias em desenvolvimento como Indonésia e Egito.

 Para os países do Bric, onde o estudo prevê um aumento constante da demanda por mão de obra em todos os setores (ver quadro), o principal desafio é garantir a empregabilidade dos trabalhadores. “Por estarem passando por um momento de crescimento econômico, esses países exigem uma massa enorme de trabalhadores técnicos”, afirma Christian Orglmeister, diretor de marketing do BCG.

No caso brasileiro, além da forte demanda por profissionais nos segmentos de construção, transporte e comércio, deve haver uma particular falta de técnicos para as áreas de mineração, petróleo e gás. Nos países em desenvolvimento e nos Brics será preciso formar tanto especialistas com o segundo grau completo quanto executivos para a área operacional.

Já nos países desenvolvidos o grande desafio em relação à falta de profissionais, segundo o estudo, está relacionado ao envelhecimento da população e à substituição da geração “baby boomer”, nascida após 1945, que está se aposentando.

O estudo propõe que governos, associações de classe e empresas assumam a responsabilidade e busquem, em conjunto, uma solução para o problema. “O primeiro passo é fazer um planejamento estratégico da força de trabalho. Os governos e as companhias devem saber qual é a demanda quantitativa por mão de obra e comparar esse número com a oferta”, diz. De acordo com o estudo, esse é o ponto de partida para estabelecer as áreas prioritárias de atuação para sanar a falta de profissionais.

Outra solução eficiente seria a adoção de políticas de migração mais simples, inclusive por parte dos países desenvolvidos. “Existe uma questão cultural que precisa ser combatida, até mesmo dentro das empresas. O governo pode atuar facilitando vistos de trabalho, por exemplo. Já as empresas globais precisam ter políticas de expatriação mais claras”, afirma.

A mobilidade dos talentos, porém, pode dar frutos mesmo sendo temporária – o diretor cita o caso de sucesso da Índia, que exporta estudantes e profissionais para a Europa e para os EUA, apostando em seu retorno para atuar nas empresas do país. “É o conceito chamado ‘brain circulation’, muito comum no exterior, mas que o Brasil ainda não conseguiu aplicar com sucesso.”

Uma medida que pode gerar bons resultados na atração de talentos é a interação virtual. O estudo aponta que, nas empresas globais, é possível estimular o intercâmbio cultural entre times de diferentes países, que podem desenvolver projetos em parceria. Essa seria uma solução para empresas que têm capacidade restrita de investir na expatriação de profissionais.

O trabalho remoto e a tecnologia também são ferramentas que devem ajudar as empresas a atrair e reter talentos, como é o caso de profissionais que não possuem disponibilidade para atuar em período integral ou que se interessam por trabalhos mais flexíveis ou autônomos.

Um dos grandes problemas enfrentados pelas economias em desenvolvimento – e que também deve ser um ponto de atenção para o Brasil e outros membros do Bric – é a atratividade do país para os profissionais. “É preciso mostrar que o ambiente de trabalho brasileiro é amigável e revelar pontos positivos que compensem as características pouco favoráveis, como criminalidade”, afirma.

 Fonte: Vívian Soares – Valor Econômico 21/01/11

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Planejamento ao alcance de todos!

Quando comecei minha carreira, há 25 anos atrás, não fazia idéia que planejar era algo possível e acessível a todos. Imaginava que somente grandes executivos tinham a habilidade para planejar, assim como, não fazia idéia que todos os dias planejamos e executamos tarefas. Somente anos mais tarde, no decorrer do desenvolvimento de minha carreira, é que pude ter a certeza de que planejamento é uma poderosa ferramenta para alcançar produtividade e resultados dentro de nossa rotina de trabalho.

No início, parece estranho, mas pensando melhor, quando me preparo para o dia seguinte, passa por minha mente todas as fases de planejamento. Eu preciso pensar qual será o tipo de trabalho que vou executar para que possa escolher a roupa e sapatos adequados. Preciso pensar no material que irei utilizar para cumprir as tarefas do dia, na alimentação, no transporte e nos horários que terei disponíveis para encaixar todas as minhas tarefas.

Não posso deixar de pensar no tempo, afinal, viver em São Paulo é uma verdadeira roda de estações. O dia começa frio, esquenta, esquenta mais e depois chove torrencialmente. Para tanto, preciso pensar nos itens indispensáveis que deverei levar como agasalhos, guarda-chuva, etc…

Parece estranho, mas vamos colocar tudo isso de maneira didática e dentro das fases do planejamento e veremos que esta ferramenta é muito mais fácil de ser aplicada do que imaginamos…

O processo de planejamento segue algumas etapas:

 

1ª Estabelecer objetivos

Bem, meu objetivo está totalmente ligado à minha missão pessoal. Minha missão pessoal é “Ajudar as pessoas a se desenvolverem como profissionais, descobrindo suas habilidades e potencialidades buscando unir o trabalho ao prazer, tornando-se mais felizes e realizados.” Sendo assim, me levanto todos os dias para ajudar pessoas, ora desenvolvendo novos treinamentos, novas metodologias, ora em sala de aula, transmitindo informações e aprendendo com os treinandos.

Se eu quiser ser ainda mais específica, posso pensar no seguinte: amanhã tenho um jogo para criar para um cliente que precisa de ajuda.

 

2ª Coletar e Avaliar Dados

Posso usar uma roupa e um sapato mais confortável, ficarei no escritório o dia todo, portanto posso almoçar lá mesmo. Preciso então preparar minha comida e os lanches que faço durante o dia.

 

 Não preciso passar no posto de gasolina porque o combustível que está no carro é suficiente. Também não preciso me preocupar com muitas roupas, porque sou “calorenta” e ficando o dia todo no computador, um casaco leve é suficiente para o caso de esfriar…

 

E assim vai uma lista bem grande……

 

3ª Fazendo Previsões

Hummm.., você deve estar pensando se agora Planejamento virou algo místico, mas não é isso. Previsões são mapas que fazemos para termos uma visão pormenorizada do que temos que atingir.

 

Continuando no exemplo, eu terei que pensar no jogo que tenho que criar para um cliente.

 

Que atividades devem ser realizadas?

Antes de começar efetivamente o que eu preciso fazer? Bom, preciso liberar todas as tarefas que dependem de mim para as pessoas que trabalham comigo, bloquear minhas ligações, pesquisar sobre o cliente e suas necessidades, pesquisar sobre o público alvo, etc.

 

4ª Determinar ações

A partir do mapa que fiz anteriormente, começo minhas listas de tarefas. Quem trabalha comigo, sabe bem que minha mesa não vive sem uma. É um vício. Eu mal acabo uma e já tenho outra saindo do forno.

 

5ª Desenvolver um plano de contingência

Bem, é sempre muito importante, na função de um consultor, se flexibilizar para as diversas demandas que ocorrerão no dia-a-dia. Por esse motivo, procuro sempre trabalhar nas atividades com antecedência, assim, se alguma outra demanda aparecer com urgência, minha atividade não fica prejudicada principalmente em termos de prazos.

6ª Implementação

Bom, agora é só colocar tudo em prática. Parece difícil, mas não é. Trata-se apenas de treino e disciplina!

 

7ª Controle e Acompanhamento

Bem, a última etapa é para mim, a mais importante. Não sei você, mas eu preciso saber como estou e onde estou e por isso, reuniões semanais com minha equipe, me ajudam a perceber o quanto o projeto está caminhando e em que direção. Dessa forma eu consigo replanejar algumas etapas, pedir ajuda se necessário e colocar prioridades.

 

Bom…..é isso pessoal. Eu garanto a vocês que depois de um tempo, planejar acaba sendo parte de sua vida e você conseguirá minimizar muitos obstáculos e melhorar muito sua administração de tempo!

 

Um abraço a todos!

Cristina A. Pinheiro

A hora de escolher uma profissão

Puxa, que momento difícil! Você se lembra de quando era adolescente e precisou escolher uma profissão? Muitas vezes, escolhemos um curso, mas nem sempre tínhamos a certeza de que seria a profissão que teríamos para o resto da vida….e será que é possível ter uma profissão para o resto da vida??

Já estive em várias situações onde não só os adolescentes, mas muitas pessoas com anos de empresa percebem que não sabem para onde ir, o que fazer. Muitos se engajaram num curso universitário porque acreditaram que seria uma grande promessa para o futuro. Outros por influência da família, outros ainda porque o curso não os faria estudar matérias chatas das quais não gostavam. Parece estranho, mas não se assuste, pois essa é uma realidade muito mais presente do que se imagina.

Há aqueles que entraram numa empresa e foram ficando….e de repente, fazer um curso que tinha a ver com a área que atuava era uma boa opção, contudo, percebem no decorrer dos anos que não era exatamente o que gostavam ou queriam.

A escolha profissional é algo tão importante quanto escolher uma esposa ou marido, escolher ter ou não um filho, comprar uma casa, etc. Então, por que damos tão pouca importância para algo tão especial e empurramos nossos adolescentes para as centenas de cursos oferecidos, sem se preocupar se mais tarde ele estará feliz e realizado com o que faz? Será que é natural chegarmos aos 30 ou 40 anos insatisfeitos e infelizes? Será que o avanço da medicina e o aumento da expectativa de vida não nos mostram que a infelicidade traz a depressão ou doenças cada vez mais graves que estão ligadas ao emocional?

Talvez seja utopia minha, mas enfim, ainda acredito que um dia, todos terão o direito, como cidadãos a buscar e obter conhecimento mais aprofundado sobre tudo que nos cerca e assim será com nossas escolhas também.

O mais importante para aqueles que estão nessa fase de vida, é buscar sua própria essência. O que realmente te faz feliz. Cuidado com os pensamentos que vão rondar sua mente! Isso não dá dinheiro, esse curso é muito caro, isso é para rico… CUIDADO! O primeiro momento é apenas para que você se sinta livre para pensar, afinal é de graça e ninguém vai lhe obrigar a nada somente porque pensou em algo.

Depois de listar tudo o que realmente lhe faz feliz, comece a se perguntar se você se vê como profissional nessa área. Busque informações sobre os cursos que pode fazer, as universidades, oportunidades de bolsa, campo de trabalho e também condições salariais. De repente, você se surpreenderá ao perceber que é possível fazer o que gosta, ganhar dinheiro e ser feliz.

Ninguém saberá exatamente o que o faz feliz a não ser você mesmo, portanto, arregace as mangas e SEJA FELIZ!

 

Cristina Azzoni Pinheiro

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