Somando Valores, Desenvolvendo Talentos

Archive for Novembro, 2010

Fim de ano é sempre momento de repensar, rever estratégias e acertar o rumo…

Pensando nos onze anos de parceria, é difícil não pensar em todos os caminhos que percorremos. Começamos com o sonho de atuar de maneira diferente, aprofundando nossos conhecimentos e buscando em cada pessoa a habilidade e o potencial esquecido. No decorrer dessa última década, aprendemos mais e mais sobre a difícil arte de entender “gente”. Que delícia conviver e compartilhar com todos aqueles que confiaram em nossos sonhos e principalmente nos valores que nos cercam.

 

A AGREG! é isso! Uma empresa que acredita no potencial humano e tem a certeza de que todos podemos nos aprimorar a cada dia, encontrar nossa verdadeira essência e assim nos tornarmos realizados como pessoas e profissionais.

 

Hoje eu definiria o que sinto pela AGREG! com a palavra ORGULHO. Tenho orgulho em conseguir manter acesa a paixão pelo trabalho e principalmente pelo ser humano. Começamos como CEAPP, nos tornamos AGREG!, mas a essência nunca mudou.  Ao contrário, o orgulho de ser AGREG! está principalmente no fato de nunca termos parado diante dos desafios. Nos flexibilizamos, acompanhamos as mudanças e é isso que faz de nossa empresa um lugar gostoso de trabalhar. É isso que mantém a chama do bem estar do ser humano perante nossos clientes e parceiros. Ao se aproximar mais um ano, anseio por mais desafios, momentos de muita reflexão e principalmente momentos de descoberta de pessoas melhores, afinal, todos temos a semente, ela só precisa desabrochar no íntimo de cada um!

 

Parabéns a essa equipe maravilhosa que nos ajuda a concretizar nossos sonhos! Parabéns a todos aqueles que estiveram e ainda estão conosco nesta jornada tão especial!

 

Um grande beijo a todos!

Cris

A lenda do peixinho vermelho

Chico Xavier

No centro de formoso jardim, havia um grande lago  adornado de ladrilhos azul-turquesa.

Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita.

Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes  a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de Rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça. Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho menosprezado de todos.

Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos.

Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso.

O peixinho vermelho que nadasse e sofresse. Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome.

Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse.

Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniriam maior massa de lama por ocasião de aguaceiros.

Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro .

À frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo:

– “Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?”

Optou pela mudança.

Apesar de macérrimo pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima.

Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista pelo rego d’água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu embriagado de esperança…

Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos.

Encontrou peixes de muitas famílias diferentes que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhes mais fácil roteiro.

Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo.

Habituado com pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e agilidade naturais.

Conseguiu, desse modo, atingir o oceano , ébrio de novidade e sedento de estudo.

De início, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária.

Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas.

O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações.

Plenamente transformado sem suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz.

Vivia, agora, sorridente e calmo, no palácio de coral  que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando, aos se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude continuariam a correr para o oceano.

O peixinho pensou, pensou… e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles.

Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? Não seria nobre ampará-los, prestando-lhes o tempo valiosas informações?

Não hesitou.

Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no palácio de coral, compreendeu comprida viagem de volta.

Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar.

Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros. Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supões que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia.

Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lótus, de onde saíam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.

Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali havia dado pela ausência dele. Ridicularizado, procurou, então, o Rei de guelras enormes  e comunicou-lhe a reveladora aventura.

O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.

O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo líquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceano e ofereceu-se para conduzi-los ao palácio do coral, onde viveriam todos, prósperos e tranqüilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer, convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à aventurosa jornada.

Assim que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção. Ninguém acreditou nele. Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquela história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente.

O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até à grade de escoamento e, tentando de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:

– “Não vês que não cabe aqui nem uma só das minhas barbatanas? Grande tolo! Vai-te daqui! Não nos perturbe o bem-estar…Nosso lago é o centro do universo…Ninguém possui vida igual à nossa!…”

Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no palácio de coral, aguardando o tempo.

Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca.

As águas desceram de nível. E o poço onde vivam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a aparecer, atolada na lama…

Escutatória

Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma”.

Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro:
“Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma”.

Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.
Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.
(Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, […]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas.).

Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.

Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais.
São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.
Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado”.

Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou”.

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou”. E assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

Missão, Visão e Valores

Poucos setores da vida das pessoas e das empresas são tão subavaliados quanto o tripé básico formado por missão, visão e valores. Esses conceitos fundamentais costumam ser esquecidos, ignorados ou deixados de lado, com graves conseqüências tanto para as pessoas quanto para as organizações.

 

Mas afinal,  o que é Missão de Vida?

    Que valores são esses? O que vem a ser visão de futuro? Como faço para descobrir isso? Comecemos pela missão de vida. Ela é a frase que responde à pergunta: “Por que estamos vivos aqui neste planeta?” O propósito de vida é uma lembrança de quem somos e do impacto que causamos no universo. Falo aqui sobre esse fator sem nenhuma conotação ou crença religiosa. Missão de vida é simplesmente aquilo que precisamos fazer para nos realizar como seres humanos completos. É o que nos inspira e motiva a fazer diferença em cada dia de nossa vida. Realizá-lo faz com que a vida seja completa e feliz.
Mas se isso é tão importante, como podemos saber ou descobrir a nossa missão de vida? Em meus trabalhos como coach profissional e em meus treinamentos de  liderança ajudo meus clientes a encontrar sua missão respondendo algumas perguntas. Eis aqui algumas delas:

     O que em sua vida está incompleto?
     O que você gostaria de fazer para se considerar completamente realizado?
     O que você gostaria de aprender?
     Faça uma lista: o que você faria se tivesse apenas seis meses de vida?
     O livro/filme mais inspirador que já li/vi foi…
     Quais são as coisas mais importantes da sua vida?
     Imagine seu enterro: três pessoas aparecem para lhe elogiar – uma da família, uma dos negócios e outra de sua turma de amigos próximos. Quem são elas? O que dizem sobre a sua vida? Como você gostaria de ser lembrado?
     Se você tivesse todo o dinheiro que necessita, o que mudaria na sua vida e o que não mudaria?
É importante frisar que não existe missão certa nem errada. Cabe apenas a você saber se a sua missão lhe inspira e lhe impulsiona. Pense nisso!

Ana Lúcia de Mattos Santa Isabel

 “Não ser ninguém a não ser você mesmo,
num mundo que faz todo o possível, noite e dia,
para transformá-lo em outra pessoa, significa travar a
batalha mais dura que um ser humano pode enfrentar;
e jamais parar de lutar.”
                                               (E.E. Cummings)

As faces da geração Y

Como aproveitar o lado bom e evitar o pior de cada característica

ESTIMULADA

Facilidade-Executa diversos projetos e demonstra engajamento constante.

Dificuldade-A sede frequente por novas posições pode ser insustentável e gerar frustração para o profissional.

HORIZONTAL

Facilidade-Ser informal e ter noção menos hierarquizada das relações facilita novas formas de organização.

Dificuldade-Atropela procedimentos e hierarquias e não valoriza o poder de decisão dos superiores.

INOVADORA

Facilidade- Escolarizada, fluente em outras linguas e cheia de idéias, quer mudar o sistema.

Dificuldade-As organizações requerem tempo para mudar, apressar mudanças para concluir projetos pode gerar danos.

ÁGIL

Facilidade-Aprende com rapidez e realiza muitas tarefas ao mesmo tempo.

Dificuldade-Dispensa a experiência ao fazer uma tarefa uma vez e jé querer novas.

CRÍTICA

Facilidade:Demanda avaliação para se tornar mais eficiente.

Dificuldade:Ouvir críticas, principalmente as ligadas ao comportamento;o excesso de pedidos de “feedback” sobrecarrega o gestor.

VELOZ

Facilidade:Trabalha em alta velocidade e quer executar tudo com rapidez.

Dificuldade: Se concentrar em reuniões mais longas e de pensar em longo prazo.

Fonte: Folha de São Paulo-28/02/2010- Caderno Empregos e Carreiras.

O ensinamento das moscas

Contam que certa vez duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente; assim, logo ao cair, nadou até a borda do copo, mas, como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar, de se debater e afundou.

Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz e, por isso, continuou a se debater, a se debater e a se debater por tanto tempo que, aos poucos, o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca conseguiu com muito esforço subir e dali levantar vôo para algum lugar seguro.

 É momento de pensar… O que tem sido feito do leite…

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